sexta-feira, 30 de março de 2012

Trabalho de Gestão Estratégica de Custos


Trabalho de Gerenciamento Estratégico de Custos  - 4 Pontos – Entregar no dia da prova. (13/04/2012)

1)      Com relação à classificação dos custos quanto ao volume (também chamada de classificação quanto à formação) analise as afirmativas a seguir:
I – Quanto ao volume, os custos são classificados como direto e indireto.
II – O custo fixo unitário varia inversamente ao volume produzido.
III – O custo variável total varia proporcionalmente ao volume produzido.
Assinale:
(a) Se somente a afirmativa I estiver correta.
(b) Se somente a afirmativa II estiver correta.
(c) Se somente a afirmativa III estiver correta.
(d) Se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
(e) Se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

2)      Uma empresa paga R$ 10,00 efetivos por hora trabalhada. Os 20 funcionários desta empresa trabalham em uma carga horária mensal de 220 horas, mas as horas efetivas destinadas à empresa montam em 175 horas. Os encargos sociais totalizam 36,80%. Sabe-se ainda que a empresa possui um supervisor que recebe um salário hora efetivo de R$ 15,00. A empresa paga ainda mensalmente os seguintes valores: Depreciação: R$ 5.000,00; Energia elétrica: R$ 4.500,00; manutenções diversas: R$ 10.000,00. Outros custos: R$ 6.500,00. Com base nestas informações, calcule o custo fabril mensal.

3)      Apurar, com base no UEPS e no PEPS, o estoque estoque final  e o CMV da seguinte movimentação:

Data
Movimentação
3
Compra de 300 unidades de uma mercadoria por um preço unitário de R$ 11,00.
6
Consumo de 170 unidades da mercadoria
9
Compra de mais 500 unidades da mercadoria por um preço unitário de R$ 15,00
15
Consumo de 260 unidades da mercadoria
18
Compra de mais 250 unidades da mercadoria por um preço unitário de R$ 18,00.
21
Consumo de 400 unidade da mercadoria.



quinta-feira, 29 de março de 2012

Trabalho de AFO I


1) Uma empresa multinacional está precisando avaliar se possuíra um saldo disponível positivo, ou seja, se o seu CCL superará a sua NIG no próximo quadrimestre. Para tanto, projetou uma Demonstração do Resultado de Exercício (DER), conforme dados abaixo:


O ciclo de caixa da empresa é de 33 dias, formado a partir de PME =15 dias; PMC= 30 dias e PMF = 12 dias. Sabe-se que a empresa projeta contrair um empréstimo de curto prazo no valor de R$ 10.000,00. Sabe-se ainda que as compras a prazo somam R$ 300.000,00 para o quadrimestre projetado. O valor do disponível atinge R$ 20.000,00 e os impostos a pagar, R$ 15.000,00. Com base nestas informações, responder:






  1. Qual o saldo disponível na situação projetada?
  2. Caso houvesse uma dilatação do PMF para 45 dias, mantendo as demais condições inalteradas, qual seria o novo saldo disponível da empresa?
  3. Considerando a NIG que você achou na letra “b” como a investimento no ciclo operacional para o quadrimestre, qual o impacto que esta nova realidade traria no ciclo da empresa, ou seja, o benefício financeiro que a empresa teria? Desconsidere os juros do empréstimo.

Obs: O CPV é mesma coisa do CMV.

Resumo Administração Financeira I - 1a Unidade


Segundo conceituação de Assaf Neto (2003), o capital de giro, também chamado de capital circulante, corresponde a uma parcela de capital aplicada pela empresa em seu ciclo operacional, o qual engloba desde a aquisição de matérias-primas até a venda e o recebimento dos produtos elaborados. Segundo o autor, a principal característica do capital de giro é a sua volatilidade, ou seja, curta duração de seus elementos e constante mutação dos itens circulantes com outros de mesma natureza. Por exemplo, o produto que estava em estoque é vendido a prazo e transforma-se em duplicatas a receber, que posteriormente transforma-se em caixa (quando do recebimento da duplicata).

O capital circulante líquido (CCL) representa recursos de longo prazo (oriundos do passivo não circulante) que financiam o ativo circulante. Para o seu cálculo serão usadas duas fórmulas, que resultam no mesmo valor:

CCL = (Passivo não circulante +PL) – Ativo não circulante

Ou

CCL = Ativo circulante – Passivo circulante


Podem-se fazer as seguintes interpretações, de acordo com o valor do CCL:

  • CCL > 0, o ativo circulante é financiado também por recursos de longo prazo. Esta situação representa folga financeira;
  • CCL = 0, o ativo circulante é financiado pelo apenas por recursos de curto prazo (passivo circulante) e os recursos de longo prazo estão financiando o ativo não circulante;
  • CCL < 0, Recursos de curto prazo financiando o ativo não circulante, bem como o ativo circulante. Longo, os recursos de longo prazo que a empresa possui não são suficientes para financiar o ativo não circulante. Nesta situação, a empresa encontra-se com alto riso de insolvência (incapacidade de pagar as suas contas).

Deste modo, o CCL > 0 deve ser a situação deseja por toda empresa. Mas será que um CCL positivo basta? Em uma análise mais avançada do capital de giro, tal como proposto por Michel Fleuriet, o CCL além de ser positivo deve também ser maior do que a necessidade de investimento em giro (NIG) da empresa.

Por NIG pode conceituar como sendo as necessidades permanentes da empresa, ou seja, aquelas que sempre ocorrem em cada ciclo operacional, tais como: estoques, salários a pagar, saldo mínimo de caixa, tributos a pagar, etc. Fleuriet propõe a classificação (rearranjo) das contas em ativo cíclico e passivo cíclico. Estas contas, para fins de nossa disciplina, serão resumidas nas seguintes: Ativo cíclico (disponível, estoques e duplicatas a receber) e passivo cíclico (fornecedores, duplicatas a pagar, tributos a pagar).

NIG = Ativo cíclico – Passivo cíclico
Situação desejável: CCL > NIG.

Quando o CCL é menor do que a NIG ocorre o chamado efeito tesoura. Sobre o assunto, acesse o link: 
 http://aulasdefinancas.blogspot.com.br/2012/02/qual-sua-necessidade-de-investimento-em.html

Neste caso, existe um saldo disponível (SD) negativo. Lembrando que SD = CCL – NIG.

Como dissemos anteriormente, o CCL e, conseqüentemente a NIG, tem estreita relação com o ciclo operacional, sendo possível planejar os seus valores a partir da projeção da Demonstração de Resultado de Exercício (DRE) e dos prazos do ciclo operacional. Leia mais sobre o ciclo operacional no link abaixo: 


http://aulasdefinancas.blogspot.com.br/2012/03/administracao-eficiente-do-caixa.html


Anteriormente, também falamos do volume mínimo a ser mantido na conta caixa/bancos, que devido à sua baixa rentabilidade torna pouco atrativo para empresa manter volumes muito altos de recursos nesta conta. Este volume mínimo deve, em uma visão mais estrita, ser o valor a ser considerado como disponível. É a chamada administração do caixa.

Na administração do caixa, existem basicamente dois grandes modelos, Baumol (que considera os fluxos de caixa como previsíveis e constantes) e o de Miller-Orr (que introduz a incerteza dos fluxos na discussão). Estes modelos podem ser vistos no link abaixo: 

http://aulasdefinancas.blogspot.com.br/2012/03/o-modelo-de-miller-orr.html 

Por oportuno, faz-se a seguinte ponderação quanto ao modelo Miller-Orr: h = 3Z, entretanto se for estipulado uma margem de segurança de caixa (L), o h = 3Z – 2L.

Assim, pode-se concluir que existe uma profunda interrelação entre os CCL, os ciclos operacionais da empresa e os níveis mínimos de caixa que devem ser mantidos pela empresa.



domingo, 25 de março de 2012

Administração Eficiente do Caixa



O Ciclo Operacional é o período que se inicia com a aquisição das matérias-primas e se encerra com o recebimento dos produtos vendidos.

Ciclo Operacional = PME + PMC

Onde: PME – Prazo médio de estocagem; PMC – Prazo médio de cobrança.

Como exemplo, a empresa ABC S.A possua um prazo de estocagem de 85 dias e um prazo médio de cobrança de 70 dias, possui um ciclo operacional de 155 dias, resultado do somatório do PME com o PMC.

Entretanto, na grande maioria das vezes, a empresa compra estas matérias-primas a prazo, sendo o intervalo de tempo entre o dia da aquisição das matérias-primas e o efetivo pagamento destas, chamado de Prazo de Médio de Pagamento aos Fornecedores – PMF.

O Ciclo de Caixa é o período que se inicia com o pagamento das matérias-primas adquiridas e se encerra com o recebimento dos produtos vendidos. Assim, pode-se dizer que a diferença entre o ciclo operacional e o ciclo de caixa é o PMF:

Ciclo de Caixa  = PME + PMC – PMF

Ou

Ciclo de Caixa  = Ciclo Operacional - PMF


No exemplo dado anteriormente, no qual o ciclo operacional foi 155 dias, se o PMF for 35 dias, o ciclo de caixa será 120 dias:

Ciclo de Caixa  = Ciclo Operacional - PMF
Ciclo de Caixa  = 155 – 35
Ciclo de Caixa  = 120 dias.

Para pensar: Imagine que a empresa ABC S.A investe anualmente R$ 36 milhões no ciclo operacional. Analisar a economia que a empresa teria caso reduzisse o PME para 70 dias e o PMC para 50 dias, e aumentasse o PMF para 45 dias.

O ideal para uma empresa seria ter um ciclo de caixa negativo, ou seja, ter um ciclo operacional menor do que o PMF, ou seja, a empresa consegue receber antes de seus clientes do que pagar aos seus fornecedores. Entretanto, esta situação raramente encontrada na realidade. Como na grande maioria dos casos a empresa vai enfrentar ciclos de caixa positivos, estes devem ser mantidos nos menores níveis possíveis. Neste sentido, Gitman aponta algumas estratégias que devem ser usadas:


1.                 Aumentar o giro dos estoques, ou seja, vender mais, diminuindo o PME;
2.                 Adiantar a cobranças das vendas a prazo, minorando o PMC;
3.                 Negociar com os fornecedores para efetuar o pagamento mais tarde possível, desde que não haja incidência de  juros, aumentando o PMF.

Outras questões:

Uma empresa paga aos seus fornecedores no 10º dia após a compra. O PMC é de 30 dias e o PME é 40 dias. O investimento no ciclo operacional é de R$ 18 milhões. A empresa está estudando um plano para aumentar o PMF em 20 dias. Se a empresa paga 12% a.a em seus financiamentos, que economia anual pode ser realizada com este plano?

Como você deve ter observado, uma redução no investimento no ciclo operacional impacta diretamente na redução da necessidade de capital de giro. Quanto maior o ciclo operacional, maior a necessidade de capital de giro e maior o risco da empresa em tornar-se insolvente.

O exemplo abaixo, retirado do livro Finanças Corporativas e Valor,  já foi resolvido em nossas aulas sobre capital de giro.  Supondo que o PME, o PMC e o PMF sejam alterados para 55 dias, 30 dias e 10 dias, respectivamente, calcule a nova necessidade de capital de giro, mantendo os demais dados inalterados.

 




sábado, 24 de março de 2012

O cálculo do WACC de uma empresa brasileira


Uma empresa de consultoria foi contratada para calcular o valor de mercado de uma empresa brasileira em processo de negociação. Para tanto, foi usado o mercado dos EUA como referência para apuração do risco e custo de capital da empresa brasileira em avaliação. Foram levantadas as seguintes informações do mercado referência:

·      Taxa média de remuneração dos bônus do governo dos EUA: 5,7%;
·      Taxa média de remuneração dos bônus do governo brasileiro: 11,2%;
·      Taxa média de captação de recursos de terceiros: 7,04%;
·      Coeficiente beta não alavancado corrigido para o caixa das empresas norte-americanas do setor: 0,86;
·      Retorno médio do mercado acionário dos EUA: 13,35%.

A partir dessas informações, pede-se calcular o custo médio ponderado de capital (WACC) a ser aplicado à empresa brasileira em avaliação. A empresa em análise trabalha com um índice de endividamento (PO/PL) igual a 50%.

A partir dessas informações, o custo médio ponderado de capital (WACC) a ser aplicado à empresa brasileira em avaliação.

Resolução:

Esta questão é oriunda do livro “Finanças Corporativas e valor” do renomado professor Alexandre Assaf Neto.

O maior problema neste tipo de questão está no próprio mercado brasileiro, cujas transações se concentram nas mãos de poucos grupos corporativos, além das precárias informações que são disponibilizadas por nossas empresas, dentre outras características próprias de nosso mercado. Para solucionar este problema, que vai de encontro ao que determina a teoria dos modelos de precificação de ativos, sugere-se que se faça um benchmarking com mercados mais maduros, tais como o americano, buscando o chamado beta não alavancado corrigido para o caixa das empresas que estejam no mesmo setor da empresa em análise. Sob este aspecto, Aswath Damodaran também aconselha o uso do benchmarking no mesmo setor, entretanto não no mercado americano, mas sim com empresas dos países emergentes por terem características mais aproximadas do Brasil.

Entretanto, como a questão em tela usa os dados do mercado americano, são com eles que iremos trabalhar:

O que a questão pede é o cálculo do WACC (Weighted Average Cost of Capital) ou o custo médio ponderado de capital, cuja fórmula é: WACC = (%PO x Kil) + (%PL x Ke), onde:

%PO  - Participação de capital de terceiros na estrutura de capital da empresa;
Kil – Custo de capital de terceiros líquido;
% PL - Participação de capital próprio na estrutura de capital da empresa;
Ke – Custo de capital próprio.

Podemos dividir a resolução da questão em 5 passos:

1.                  Cálculo do capital de terceiros: Como as despesas financeiras admitem a dedução fiscal, deve-se descontar da taxa fornecida a alíquota do IR, a partir da fórmula a seguir:

Kil  = Ki x (1-IR)
Kil  = 7,04% x (1- 0,4)
Kil = 0,0704 x (0,6)
Kil = 4,22% a.a

2.                  Cálculo do coeficiente beta da empresa (β): Como o benchmarking com o mercado americano nos fornece um beta não alavancado descontado para o caixa (aquele de mede apenas o risco do negócio, βu), devemos utilizar a fórmula proposta por Hamada para o cálculo do beta da empresa em questão. Esta fórmula considera tanto o risco no negócio (medido pelo βu) quanto o risco financeiro (representado pelo endividamento):

βl = βu x [1 + (PO/PL) x (1-IR)]

βl = 0,86 x [1+(0,5) x (0,6)]

βl = 0,86 x [1,3]

βl = 1,12.


3.                  Cálculo do risco país (α Br): O risco país funciona, a grosso modo,  como um ajuste, ou seja, como um prêmio a mais que o investidor deve ter para que invista empresas de países emergentes. Na verdade, este prêmio é medido pelas chamadas empresas de rating, tais como a Moody´s e Standard & Poor´s.  Mas, nesta questão, como o α BR não foi informado, vamos considerar a seguinte aproximação:

α BR  = RF BR – RF EUA = 5,5%., ou seja, a mera diferença entre os títulos públicos brasileiro e americano.

4.                  Cálculo do custo de capital próprio (Ke). Inclui-se o α BR  junto como prêmio (RM-RF) para que se tenha um cálculo mais apurado do custo de capital próprio em países emergentes. Este procedimento aumenta o custo de capital próprio. É oportuno salientar ainda que todas as demais variáveis da fórmula são oriundas do mercado americano, tais como taxa média de remuneração dos bônus do governo dos EUA (que representa títulos livre de risco chamados de Risk Free  - RF) e o retorno médio do mercado acionário dos EUA(que são os rendimentos médios de um conjunto de ações ou ativos arriscados, por isso chamados de Risk Market – RM,  que devem ter um rendimento superior à RF). Quanto o RM paga a mais do que a RF é que se chama de prêmio (RM-RF).

Assim, o Ke para uma empresa de um país emergente pode ser calculado pela seguinte expressão:

Ke= RF + β x (RM-RF +α BR )
Ke = 5,7% + 1,12 x (13,35%-5,7%+5,5%)
Ke= 5,7% + 1,12 x (13,15%)
Ke = 5,7% + 14,73%
Ke = 20,43% a.a

5.                  Cálculo das participações de cada fonte de capital na estrutura de capital:

A partir de qualquer nível de endividamento, é possível determinar os percentuais de participação de cada fonte da estrutura de capital, do seguinte modo:

PO + PL = 1, ou seja, o total de recursos de terceiros (PO) e próprio (PL) somam sempre 100% ou 1.

Com base no valor do endividamento da empresa, tem-se que: PO/PL = 50%, logo, por proporção, PO = 0,5x PL, substituindo em PO + PL =1, tem-se que: 0,5x PL + PL = 1, ou, 1,5 x PL = 1. Resolvendo a equação, tem-se que PL =  66,67%. Como o total das fontes é sempre 100%, o que sobra de capital de terceiros é 33,33%.

Cálculo do WACC: agora que já sabemos os valores dos custos dos capitais e participações das fontes na estrutura de capital disponível, basta aplicarmos a seguinte fórmula para o cálculo do custo de capital total da empresa:

WACC = (%PO x Kil) + (%PL x Ke)
WACC = (33,33% x 4,22%) + (66,67% x 20,43%)
WACC = 1,41% + 13,62%
WACC = 15,03% a.a.