domingo, 5 de fevereiro de 2012

Finanças corporativas aplicadas

Nas minhas aulas sobre Administração Financeira, eu gosto sempre de destacar os autores que mais me influenciam, ou seja, cujos pensamentos são extremamente relantes para a efetiva aprendizagem da disciplina. Em finanças corporativas, existem dois mestres, com estilos, digamos, complementares. O primeiro chama-se Aswath Damodaran, professor da Universidade de Nova Iorque e referência mundial em Valuation (avaliação de empresas e estudo da criação de valor). O segundo chama-se Alexandre Assaf Neto, professor da FEA/USP  e, na minha opinião, o autor que mais tem contribuído para ensino de Administração Financeira no Brasil. Neste artigo, eu irei tratar sobre alguns princípios que abrem  e são os sustentáculo do mais recente livro de Damodaran, " Finanças Corporativa Aplicadas". No próximo artigo, trarei alguns pontos-chaves do livro de Assaf neto,  "Finanças Corporativas e Valor".
Para Damodaran, qualquer decisão que a empresa venha a tomar (mesmo que seja um treinamento para os colaboradores, um estudo de mercado, um planejamento estratégico, avanços na tecnologia da informação, etc) tem uma relação estreita com as finanças corporativas, encontrando-se esta alicerçada em três princípios básicos: Investimento, financiamento e  dividendos.
  • O princípio do investimento estabelece que uma empresa só pode investir em projetos ou em ativos que tragam um retorno maior do que a taxa miníma de atratividade (TMA) deste investimento. Pode-se entender a TMA como o retorno mínimo desejado para se realizar determinado investimento, cujo cálculo até hoje é fonte para discussões entre os teóricos. Neste sentido, deve-se atentar que quanto mais arriscado for o investimento, maior deve ser a TMA.
  • O princípio do financiamento atesta que a empresa deve escolher uma composição de recursos (próprio e de terceiros) que maximize o valor do investimento realizado, devendo considerar a natureza do ativo a ser financiado (capital giro ou ativo permanente).
  • O princípio do dividendo salienta que se a empresa não tem projetos que possam gerar valor para a ela, ou seja, cujo retorno seja menor do que a TMA, seria melhor distribuir o excesso de caixa para os acionistas. Esta distribuição é chamada de dividendo. Na verdade, quando a empresa tem projetos interessante e que gerem valor, seria melhor para os acionistas investir neste projeto do que receber os seus dividendos agora. É oportuno esclarecer que dividendo é a parcela do lucro que é dividida para os acionistas, ou seja, só existe dividendo em empresas S.A. Nas empresas que não são S.A, existe a distribuição de lucros.
O autor conclui  esclarecendo que existe uma profunda inter-relação entre os três princípios e que todos eles devem convergir para o objetivo maior de qualquer empresa, que é vai muito além de ter lucro: AUMENTAR A SUA RIQUEZA.







Um comentário: